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08/05/2013 - Cachorro-quente é lanche exclusivo na noite curitibana

Lanche não pode ser vendido durante período diurno – entre as 9h e 19h

O cachorro-quente é a única opção para os curitibanos que desejam lanchar em barracas de comércio ambulante durante a noite. Um decreto da Prefeitura de Curitiba, que vigora desde 2004, proíbe a venda de qualquer outro tipo de alimento no período entre as 19h e 6h.

O lanche, contudo, não pode ser vendido durante o período diurno – entre as 9h e 19h -, quando o comércio é restrito a outros tipos de alimentos.

O decreto assinado pelo ex-prefeito Cássio Taniguchi regulamenta a atividade do comércio ambulante, especificando os tipos de alimentos e serviços que podem ser oferecidos, os horários, e condicionando à Secretaria Municipal de Urbanismo o controle das atividades através da Divisão de Controle do Uso de Logradouros Públicos da Matriz.

Acomodação

De acordo com o presidente do Sindicato de Vendedores Ambulantes do Estado do Paraná, Cézar José de Souza, as barracas de cachorro-quente foram limitadas ao período noturno para não competir com os estabelecimentos fixos. Ele explica, porém, que a exclusividade é reflexo de acomodação. “Isso porque estamos trabalhando na mesma metodologia, de comércio de cachorro-quente, há 30 anos”, disse Souza.

Ciente da necessidade de variação no comércio, o presidente diz que mantém conversas regularmente com a Prefeitura. “Deveria ter uma abertura bem maior. A gente já vêm tentando fazer com que, na nova regulamentação, sejam incluídas mercadorias como crepe, churros, e até pizza”, garantiu Souza. Ele explica, no entanto, que como as negociações de licença e autorização envolvem diversas secretarias municipais, ainda não houve nenhuma mudança concreta.

Outros lanches

Essa inflexibilidade, segundo Souza, tem fortalecido o comércio informal – principalmente nos bairros de Curitiba. “Essa questão das vendas noturnas vem funcionando meio que por si só, porque a fiscalização é bem pouca. Você vê vários segmentos atuando em barracas durante a noite com lanches como x-salada, x-bacon, espetinhos, mas a fiscalização só funciona com base em denúncias”, lamentou.

Já sobre a restrição de funcionamento das barracas de cachorro-quente durante o dia, o presidente do sindicato dos ambulantes disse que acha a medida justa. “As lanchonetes fixas já têm todo o comércio estabelecido, então nós tentamos sempre evitar o confronto. Curitiba é uma cidade que, se não for a melhor, é uma das melhores para o comércio ambulante”, concluiu Souza.

Fonte: www.jornale.com.br

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